A TECNOLOGIA COMO “ARMA MORTÍFERA”
O ser humano possui como peculiaridade o pensamento racional e através dele pode criar e recriar várias coisas. No fim do século XIX as longas distâncias fizeram com que o homem desenvolvesse o automóvel capaz de percorrer grandes quilômetros, aumentando, assim, a comodidade do ser humano. No Brasil, a chegada do automóvel se deu em meados de 1891, mas implementado de maneira “eficaz” no governo de JK, uma vez que foi nesse período a ampliação das vias terrestres brasileiras, construindo importantes rodovias. Entretanto, toda essa evolução acarretou inúmeros problemas no decorrer dos anos, como: a falta de mobilidade urbana, a decadência de estradas, entre outros. Relacionando-se a isso o sociólogo Zygmunt Bauman em seu livro Modernidade Líquida defende o caráter individualista e consumista do homem, não conseguindo manter relações duradouras a longo prazo. Isso se assemelha de uma maneira interessante com a tecnologia, mais especificadamente com o transporte automobilístico:
O ser humano possui como peculiaridade o pensamento racional e através dele pode criar e recriar várias coisas. No fim do século XIX as longas distâncias fizeram com que o homem desenvolvesse o automóvel capaz de percorrer grandes quilômetros, aumentando, assim, a comodidade do ser humano. No Brasil, a chegada do automóvel se deu em meados de 1891, mas implementado de maneira “eficaz” no governo de JK, uma vez que foi nesse período a ampliação das vias terrestres brasileiras, construindo importantes rodovias. Entretanto, toda essa evolução acarretou inúmeros problemas no decorrer dos anos, como: a falta de mobilidade urbana, a decadência de estradas, entre outros. Relacionando-se a isso o sociólogo Zygmunt Bauman em seu livro Modernidade Líquida defende o caráter individualista e consumista do homem, não conseguindo manter relações duradouras a longo prazo. Isso se assemelha de uma maneira interessante com a tecnologia, mais especificadamente com o transporte automobilístico:
- O caráter individualista do ser humano faz com que o coletivo seja visto com indiferença, dessa forma, é bem mais interessante, por exemplo, ter um carro para ir ao trabalho do que dividir um transporte coletivo. Além disso, torna-se ainda mais complexo analisando a importância dada ao status nos dias atuais. Criando assim um imaginário do que o outro vai pensar se for feito isso ou aquilo. Ademais, não basta apenas ter “o automóvel”, mas sim ter o automóvel do ano, o mais recente, o mais tecnológico, mesmo que isso tenha se tornado uma utopia nos dias atuais.
- As consequências dessas atitudes são catastróficas,
acarretando inúmeros prejuízos para o meio ambiente. Segundo a IEMA (Instituto
de Energia e Meio Ambiente) os carros representam 72,6% das emissões de gases
do efeito estufa em São Paulo pode-se, então, imaginar a projeção disso em
escala global. Além da poluição atmosférica, com o advento do capitalismo
surgiu também a chamada Obsolescência Programada, induzindo sempre a troca de
mercadorias por falhas anteriormente previstas, fazendo com que os antigos sejam
“descartáveis” e ocasionando um lixo gigantesco.
O
ser humano tem “a faca e o queijo na mão” para construir um mundo próspero, com
menos desigualdades e maior sustentabilidade, mas ao contrario disso, de
maneira genérica, prefere corromper o sistema, tornando as coisas fluídas, não
era de se esperar menos vivendo em tempos líquidos!
Por: Ana Stefani

Infelizmente, hoje, é mais barato lidar com os transtornos causados pelos excessos dos seres humanos do que tentar a transformação dos processos utilizados. Está sendo mais vantajoso pensar em um futuro, próximo ou não, do que tentar a manutenção do presente.
ResponderExcluirCertamente, a lógica da obsolescência programada é pautada no estímulo ao modo de vida consumista e conduz à mecanização da vida, postulando que é preciso trabalhar cada vez mais para suprir esse ímpeto. A referência com a sociologia dialoga muito bem com o texto analisado.
ResponderExcluirSim, e todo esse processo de almejar consumir mais e do melhor acarreta também na dominação da força de trabalho, da qual os membros se vêm obrigados a trabalhar ainda mais arduamente, mesmo que isso prejudique sua saúde e bem estar
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